O Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social, da Faculdade de Educação da UFMG (PPGE-FaE/UFMG), atua no ensino, na pesquisa e na extensão para produção de conhecimentos no campo da Educação e na formação de mestres e doutores, recebendo estudantes de todo o Brasil e de outros países e em articulação com diversos grupos de pesquisa nacionais e internacionais.
A configuração atual do PPGE-FaE/UFMG é o resultado de uma história de construção iniciada em princípios da década de 1970, da qual participaram professores, estudantes e técnicos administrativos da UFMG, comprometidos com a superação das desigualdades sociais e educacionais brasileiras.
Inicialmente, nos idos de 1971, foi criado o curso de Mestrado em Educação, tendo como pioneiros os professores Alaíde Lisboa de Oliveira – primeira coordenadora do curso –, Magda Becker Soares, Hélio Pontes, José Henrique Santos e Leila Alvarenga Mafra Barreto, entre outros nomes de grande relevância na área. A primeira turma do curso de Mestrado em Educação, aberta no ano de 1972, possuía dezoito estudantes matriculados. Quatro anos mais tarde, aos 25 de abril de 1977, a aluna Maria Mitsuko Okuda, sob a orientação do professor João Bosco Jardim Almeida, defendeu com sucesso a primeira dissertação do curso, intitulada “O critério da avaliação no Sistema Programado Individualizado”.
Em meados de 1985, no contexto de restauração da democracia no país, o programa de pós-graduação em Educação da UFMG criou o periódico Educação em Revista, objetivando distribuir, socializar e submeter a produção acadêmica do programa à crítica e ao intercâmbio, a fim de “construir pontes entre grupos que compartilhem as mesmas angústias e lutem a mesma luta”, como explicitado no editorial da primeira edição do periódico.
Posteriormente, em 1991, o curso de Doutorado em Educação foi implantado, contribuindo para ampliar a reflexão e a investigação sobre o fenômeno educativo já desenvolvidas pelo curso de Mestrado em Educação. A primeira defesa de tese do novo curso ocorreu em 21 de dezembro de 1995 pela estudante Vera Lúcia Ferreira Alves de Brito, orientada pelo professor Carlos Roberto Jamil Cury, com trabalho intitulado “O público e o privado e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”.
Mais recentemente, no ano de 2010, o Programa implantou, de forma pioneira, o Doutorado Latino-Americano em Educação: Políticas Públicas em Educação e Profissão Docente. Breynner Ricardo de Oliveira foi o primeiro estudante a defender uma tese no âmbito do DLA, aos 24 de março de 2014, sob a orientação da professora Maria do Carmo Peixoto, com o tema “A implementação dos programas Bolsa-Família e Oportunidades a partir da condicionalidade educacional: uma análise a partir dos agentes públicos de base”.
CARACTERIZAÇÃO DA ESTRUTURA DO PROGRAMA E DE SEUS DOIS CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social organiza-se em torno de dois eixos temáticos, a saber:
(a) Inclusão/exclusão nos processos educativos;
(b) Educação e conhecimento.
Esses eixos possuem um caráter transversal, perpassam os diversos projetos de pesquisa de professores e alunos e evidenciam a possibilidade de dupla inserção de docentes e discentes no Programa.
A estrutura curricular dos cursos de Mestrado e de Doutorado está baseada em dois campos, cujos descritores são apresentados a seguir:
(a) Organização do trabalho pedagógico e desenvolvimento de práticas educativas. A constituição social, histórica e política dos processos educacionais, na escola e fora dela. Relações entre processos sociais, culturais e políticos e a organização e desenvolvimento de práticas escolares e educativas.
(b) Educação e processos de produção e de socialização do conhecimento educacional. Processos de produção de conhecimento e de suas relações com a educação dentro e fora da escola. Relações entre os processos sociais, culturais, políticos e cognitivos e a produção e a aquisição de conhecimento pelos sujeitos.
Os dois campos são perpassados pelos dois eixos estruturadores do Programa e auxiliam na organização sistemática de objetos e problemas de pesquisa na área educacional. Estão na base da estrutura curricular do Programa, dando origem às disciplinas obrigatórias que compõem a formação de mestres e doutores.
Desenvolvendo trabalhos nos dois campos – articulados pelos dois eixos temáticos –, os docentes e discentes do Programa se organizam em linhas de pesquisa. Essas linhas manifestam os diferentes recortes temáticos, teóricos e metodológicos com base nos quais os professores e pesquisadores do Programa organizam seu trabalho. É por meio delas que os candidatos podem pleitear sua entrada no Programa.



